Churrasco do Bem reúne experts em carne, amantes de cavalos e solidariedade

O Churrasco do Bem, iniciativa beneficente em prol do projeto de equoterapia da Estância Tordilha, de Indaiatuba (SP), reuniu no sábado (19/11) mais de 100 pessoas, que puderam saborear mais de 150 kg de carne preparados por experts em três estações de churrasco: costela de chão, por Cláudio Sander e Virgílio Paiva, do BBQ Tour; Anderson Amar e Bruno Panhoca, do Smoke Texas BBQ comandaram o Pit Smoker, uma churrasqueira gigante que preparou cortes por até 12 horas servidos e as meninas do Churras Delas Aline Marinho e Joana Angélica prepararam na parrilla o delicioso bife ancho com participação especial de João Paulo Oliveira, da Churrascoterapia. Patrocinaram o evento o Instituto Marfrig e Cerveja Miller, com o apoio da Fazenda Cana Verde e do Maragata Polo Team, um dos mais tradicionais times de polo da cidade.

 

“Além da qualidade da carne e do clima de muita alegria, o Churrasco do Bem proporcionou inclusão ao colocar no mesmo ambiente amantes de cavalos, seja para a prática de esportes, da equoterapia como também o contato de empresários da região e apreciadores de uma boa carne com o trabalho que desenvolvemos na Tordilha”, destaca a responsável por novos negócios da Estância Tordilha, Carolina Barretto.

 

Na ocasião foram apresentados números do primeiro ano de funcionamento da Associação Estância Tordilha, que oferece equoterapia com uma equipe multidisciplinar, composta por fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos e equitador.

 

“Tivemos neste primeiro ano 47 praticantes, dentre os quais 36 com 100% de bolsa e cinco com bolsa de 50%, além de seis particulares. Para que isso fosse possível, contamos com 32 padrinhos e sete empresas madrinhas. Atualmente temos quatro cavalos, quatro condutores e 11 terapeutas. Para 2017, nossos objetivos é ter 100 praticantes, 50 padrinhos e oferecer 35 horas de treinamento para a equipe se capacitar ainda mais. Por isso, convidamos quem quiser participar do projeto a apadrinhar um praticante, seja como pessoa física ou jurídica”, reforça a fundadora da Estância Tordilha, Thaís Perez.

 

A prática de equoterapia realizada na Estância Tordilha proporciona benefícios neuromotores e psicossociais a partir do movimento trimendissional do cavalo e o contato com a natureza, que deixam o praticante mais relaxado e feliz. “O movimento trimendissional atua no sistema nervoso central, fazendo com que o corpo receba estímulos e aos poucos vá relaxado, ganhando confiança, alegria e todos os benefícios que a prática proporciona. No nosso método, a integração é fundamental entre praticante, equipe, cavalo e família. Esse todo compõe a nossa alegria”, explica Thaís. 

 

Além do tratamento, a Estância Tordilha oferece um suporte psicológico às famílias em um ambiente convidativo de contato com a natureza e, ao mesmo tempo, oferecendo a segurança técnica de uma equipa multidisciplinar.

 

Mais fotos, acesse:  https://www.facebook.com/531902270246488/photos/?tab=album&album_id=862037637232948

 

Revista Exame

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-profissionais-que-mudaram-de-carreira-e-se-deram-bem#1

Publicitária formada na Faap e com MBA em marketing pela ESPM, Thaís trabalhou em empresas como Reebok, Microsoft, Fox e Yahoo!. Após dez anos dedicados ao mundo corporativo, ela decidiu mudar tudo e abrir um centro de equoterapia: a Estância Tordilha. Sediado em Indaiatuba (SP), o centro aplica métodos terapêuticos e educacionais centrados em cavalos, com foco em crianças especiais. “Todo dia tenho metido minhas mãos e meus pés em serragem, feno e estribos”, conta ela. “Desde que foi criada, a Estância tem possibilitado a transformação de muitas vidas, a começar pela minha”.

Quando percebeu que queria mudar de carreira?
A frieza dos escritórios corporativos, as longas jornadas e as incontáveis demandas do dia a dia, lembra Thaís, começaram a minar sua motivação para o trabalho. “Entendi que a raiz da minha frustração estava no desequilíbrio entre o que eu fazia e o que eu realmente gostaria de fazer”, diz ela. “Queria trabalhar com um propósito, com algo que pudesse transformar vidas para melhor”. Foi então que, por meio de uma amiga, Thaís descobriu a equoterapia. “Quando vi pela primeira vez uma criança especial em cima do cavalo, feliz, viva, sendo criança, em um ambiente ao ar livre, vi que tudo fazia sentido, vidas eram transformadas, os resultados eram incríveis”, diz ela.

Quais foram as maiores dificuldades do processo?
Thaís fez uma transição organizada: depois de muito conversar com pessoas envolvidas no mundo da equoterapia e experimentar a área de forma voluntária, ela desenhou um modelo de negócios. Apesar de estar fazendo tudo “com o pé no chão”, ela estava se aventurando em águas inéditas para ela até então. Para facilitar seu ingresso na nova área, fez pós-graduação e diversos cursos sobre o tema. “O aprendizado não foi fácil, porque não venho da área da saúde e o cavalo era um hobby de fim de semana, não um companheiro de trabalho”, conta. Para completar, também foi necessário lidar com uma infinidade de assuntos burocráticos, do contato com órgãos públicos às dificuldades para abrir uma associação.

Qual é o segredo para uma boa transição de carreira?
Além do apoio do marido, Thaís atribui seu sucesso à sua disposição para conhecer pessoas, ir atrás de contatos, pesquisar e planejar a transição. “É importante ter foco, fazer algo alinhado aos seus valores, ter apoio de pessoas boas e competentes, saber muito bem o que você quer”, resume ela. 

Workshop Especialização em Equoterapia

Não basta só boa vontade e energia. Estar preparado e com todos alinhados é fundamental para um excelente atendimento. E é exatamente isso que o time da Estância Tordilha fez!

 

Workshop de especialização em Equoterapia com a Dra. Gabriele Brigitte Walter, fisioterapeuta, psicóloga, instrutora de equitação e especialista em equoterapia com formação na Suíça, Itália e Alemanha.

Todos os nossos terapeutas participaram e receberam um certificado de conclusão, que demonstra sua capacitação em cada um nos temas abordados!

É o time de terapeutas da Estância Tordilha, cada vez mais capacitado a atender e melhorar a qualidade de vida dos nossos praticantes.



Mais boas notícias da Estância Tordilha

Jornal Tribuna de Indaiá, 08 agosto, 2015

Uma página dedicada a contar um pouco do que é a Equoterapia, dos ganhos e desenvolvimento dos nossos praticantes e da parceria que temos com a Prefeitura de Indaiatuba, aonde eles fazem a triagem sócio econômica, para conseguirmos oferecer tratamento gratuito as crianças carentes, que realmente precisam da nossa ajuda!

Uma matéria muito bacana, que divulga o trabalho que vem sendo feito com tanto carinho e tantas boas pessoas envolvidas!

É a Estância Tordilha e as boas notícias ganhando espaço na mídia e no dia a dia!

Primeira Empresa Madrinha

 

A Estância Tordilha conseguiu sua PRIMEIRA EMPRESA madrinha!

A empresa mais inovadora do mercado imobiliário, também se preocupa com uma sociedade mais justa e saudável, promovendo mudanças de base em questões críticas da realidade brasileira!

Obrigado Tecnisa pelo apadrinhamento do nosso Projeto! Mais uma vida impactada e transformada através da Equoterapia e seus parceiros.



Por que troquei os escritórios do mundo corporativo para cuidar de crianças no lombo de um cavalo

Thaís Perez encontrou na Equoterapia não apenas um negócio, mas o equilíbrio entre vida pessoal e profissional que tanto buscava

Por Thaís Perez

Muito Prazer. Meu nome é Thaís Perez, sou publicitária, mas não exerço mais essa profissão desde 2013. Me formei na FAAP, em São Paulo. Trabalhei para empresas como Reebok, Microsoft, Fox e Yahoo. E deixei tudo isso para abrir um centro de Equoterapia. Saí de São Paulo, onde nasci, e me mudei para a cidade de Vinhedo, cidade de 63 mil habitantes a 75 km da capital, de modo a levar a vida que escolhi.

Durante os 10 anos da minha vida que dediquei ao mundo corporativo, cresci muito. Conheci pessoas incríveis, aprendi demais, desenvolvi meu lado profissional e pessoal, almejei galgar posições na carreira. Para isso, e para me aperfeiçoar, fiz MBA em Marketing, em 2009. E foi ali que comecei a perceber que toda a minha empolgação havia sumido. Minhas dedicação e vontade estavam sendo sufocadas pelas incontáveis demandas do dia-a-dia, pela pressão, pelas longas jornadas e pela frieza dos escritórios refrigerados (literalmente!).

Até que parei e refleti: “estou em um ponto muito bom, tanto em minha vida profissional (aos olhos de quem vê de fora) quanto em minha vida pessoal. Mas algo está realmente faltando. O que será?”

Ajudar crianças especiais a se sentirem mais felizes e autônomas. O dia-a-dia deve ser recompensador na Estância Tordilha…

Ajudar crianças especiais a se sentirem mais felizes e autônomas. O dia-a-dia deve ser recompensador na Estância Tordilha…

Foi aí que entendi que a raiz da minha frustração estava no desequilíbrio entre o que eu fazia e o que eu realmente gostaria de fazer. Queria fazer parte de algo maior, queria fazer uma diferença positiva onde eu estivesse. E eu já não sentia essa possibilidade no mundo corporativo. No final das contas, olhei para dentro e vi que era isso o que eu buscava:

1. Significado: trabalhar com um propósito maior, algo com que eu pudesse transformar vidas para melhor.

2. Equilíbrio: obter um balanço melhor entre vida pessoal e profissional.

Meu desejo estava além da autossatisfação. Era uma busca por sentido e realização. Só que eu não sabia o que me esperava.

Depois de um longo processo de autoconhecimento e de decisão, que durou pouco mais de um ano, e movida pela intenção de ajudar uma amiga, descobri a Equoterapia – uma atividade que utiliza o cavalo, seu porte, sua sensibilidade e seus movimentos para trazer mais qualidade de vida a quem a pratica. Os benefícios são vários – na área física, psicológica, comportamental, social e educacional.

Quando vi pela primeira vez uma criança especial em cima do lombo de um cavalo, feliz, viva, empoderada, sendo criança, em um ambiente ao ar livre, senti que tudo fazia sentido. Eu reencontrei um sentido. Vidas eram transformadas ali para melhor. Famílias eram transformadas quando sua criança se sentia mais segura e alegre. Os resultados eram incríveis.

Por meio da simplicidade e da harmonia que encontrei na Equoterapia, e com a força e a graça do cavalo despertando todo o potencial daquelas crianças, eu me deparei com o propósito que eu buscava para meu trabalho.

Comecei ali, em 2013, minha jornada de pesquisa, estudo e compreensão do mundo dos cavalos. Quando cheguei em um ponto crítico entre meu trabalho convencional e meu novo interesse, que começava a me puxar cada vez mais, não hesitei: me desliguei do mundo corporativo e deixei para trás a posição que ocupava, de Publisher Executive na Phorm (antiga 121 Media), empresa que desenvolve softwares de contextual advertising (sistema que serve anúncios individualmente baseado na navegação de cada usuário).

Senti um baita frio na barriga, é claro. Apesar de estar fazendo tudo com o pé no chão e com o apoio incondicional do meu marido, estava me aventurando em águas inéditas para mim. Afinal, nunca tinha trabalhado fora do mundo corporativo, iria empreender pela primeira vez. Eu sabia que não ficaria rica com o passo que estava dando. E tudo bem. Porque essa não era a minha intenção.

"Senti um baita frio na barriga. Apesar de estar fazendo tudo com o pé no chão, estava me aventurando em águas inéditas para mim. Nunca tinha trabalhado fora do mundo corporativo. Iria empreender pela primeira vez. Eu sabia que não ficaria rica com o passo que estava dando. E tudo bem. Porque essa não era a minha intenção."

E, uma vez na água, comecei a nadar. Ou melhor: uma vez na sela, comecei a cavalgar. Fiz uma pós-graduação em Equoterapia, na Fundação Rancho GG, em Ibiúna, interior paulista, em 2013. Fiz também, no mesmo ano, um curso na Califórnia, no The Monty Roberts International Learning Center (MRILC), além de outros cursos no Brasil, tanto sobre cavalos quanto de negócios. Desenhei meu business model canvas, pedi conselhos a empresários que admiro e comecei a transformar o sonho em realidade.

Um ano e meio depois, o projeto se tornou realidade: a Estância Tordilha saiu do papel em 2014, em Indaiatuba, a 90 km de São Paulo. E eu tenho metido minhas mãos e meus pés, todo dia, em serragem, feno e estribos. Desde então, a Estância Tordilha tem possibilitado a transformação de vidas – a começar pela minha – estou construindo o equilíbrio entre vida profissional e pessoal que tanto queria.

Continuo lidando com desafios, dificuldades, reuniões mais cabeludas que a crina de um manga larga, mas posso dizer que minha realização é diária, seja em um sorriso, em um novo movimento, em uma palavra de uma criança atendida. O objetivo se tornou maior, e o esforço e suor trazem prazer e regozijo constantes.

Se me permitem, gostaria de encerrar esse relato com uma citação do Vick Vujicic, diretor da Life Without Limbs, que nasceu sem pernas e sem braços devido a uma síndrome rara chamada Tetra-amelia:

“Ao procurar seu caminho na vida, é normal sentir um pouco de frustração. Trata-se de uma maratona, não de uma corrida de curta distância a toda velocidade. Seu anseio de encontrar um sentido é sinal de que está crescendo, indo além dos limites e desenvolvendo seus talentos. De vez em quando é saudável parar de olhar para o lugar em que está e se perguntar se suas ações e prioridades estão a serviço de um propósito maior.”

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